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A luta pela jornada de 40 horas já começa a mostrar resultados. Na última semana do mês de abril, foi negociada a redução de carga de trabalho de 44 horas para 42 horas, sem baixa nos salários para os trabalhadores da General Motors daquela unidade. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, a redução de jornada foi acordada em reunião entre diretores da GM, representantes dos metalúrgicos e da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos, Mecânicos, Material Elétrico, Eletrônico, Implementos Agrícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Fetrameiargs), na segunda-feira, 26 de abril. A montadora não confirmou a negociação. De acordo com o sindicato, a redução das atuais 44 horas para 42 horas semanais começará em agosto, com a redução para 43 horas semanais. A diminuição para 42 horas ocorrerá apenas em dezembro. De acordo com o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, "como não sabemos da aprovação da redução de jornada no Congresso Nacional, a solução é a negociação por acordos", referindo-se à proposta de Emenda Constitucional atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados que prevê a redução da carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas. As negociações entre o sindicato de Gravataí e a montadora foram acompanhadas pela Força Sindical do Rio Grande do Sul. Os trabalhadores tinham anunciado greve caso a contraproposta da empresa não fosse aprovada. Segundo o sindicato, outros pontos foram aceitos pela direção da montadora. Os trabalhadores da GM, incluindo os sistemistas, terão reajuste de 7,4%, o que significa cerca de 2% a mais além da inflação. Os trabalhadores ganharão abono salarial de R$ 1,5 mil a ser pago no dia 23. Além disso, a participação nos resultados deve ser de R$ 5,5 mil. Desse valor, R$ 2 mil devem ser pagos em julho e o restante será recebido pelos trabalhadores em janeiro do próximo ano. Para o presidente do STIMMME, Elvio de Lima, a redução da carga horária semanal de trabalho em uma empresa como a GM é uma conquista dos trabalhadores através da união e das parcerias. “A GM reduzindo horas de trabalho abre um pré-suposto de que mais indústrias possam fazer o mesmo, precisamos continuar pressionando e nada melhor do que a união das entidades para dar mais força à causa”. A Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos, Mecânicos, Material Elétrico, Eletrônico, Implementos Agrícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Fetrameiargs), presidida por Elvio de Lima, esteve presente durante a negociação, participando do processo.
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